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T.V. Eye

… A sort of neo-dandyism

“We’re the mods, We’re the mods”, Alvaro Laura
Illustration based on the movie Quadrophenia, directed by Franc Roddman in 1979 and loosely based around the rock opera of the same name by The Who.

Mods on scooters in London, 1979
© photo by Paul Wright
Mods on scooters in the Carnaby Street area of London filming ‘Steppin’ Out’, summer 1979. ‘Steppin’ Out’ is a short music documentary movie that was released in 1979. It was directed by Australian film director Lyndall Hobbs and was a survey of fashionable lifestyles in London which featured Secret Affair (photo by Paul Wright).

Spanish Mods

“I don’t wanna be the same as everybody else. That’s why I’m a mod, see. I mean, you gotta be somebody, ain’t ya? Or you might as well jump in the sea and drown!”

They considered Johnny Rotten of the Sex Pistols for the role [Jimmy], but the film’s insurance company refused to allow him to be cast. Rotten apparently would have turned down the role anyway, saying he didn’t want to “live out any of Pete Townshend’s fantasies.”

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Eu não vi o objecto em causa e por isso não falo. Mas o Flávio Gonçalves viu, pensou e falou bem, parece-me.

Como não sou nenhum S. Tomé, não preciso de ver para crer nas palavras vindas do Sétimo Continente, e concordo até  com muita da insurreição expressa. Passo a palavra ao Flávio:

Tal como recuso aceitar que objetos insuportáveis como este em particular não sejam alvo de uma atenção pelos profissionais que estão destinados a pensar (e escrever sobre) qualquer tipo de cinema. Considero, aliás, vergonhoso que tenha lido (visto ou ouvido) apenas uma ou duas vozes sobre o que é e o que significaMorangos com Açúcar – O Filme, como se, por ser o objeto que é (a extensão de uma telenovela dedicada a pré-adolescentes e adolescentes), desmerecesse por isso qualquer reflexão. Pois então: nada de mais errado! Pensar a cultura é também pensar nos múltiplos vértices que a constituem – e, sim, mesmo aqueles que nos parecem atacá-la diretamente. A função de um crítico de cinema deve ser também essa: situar-nos, com um determinado objeto, num certo panorama e contexto social, político e estético. E não, como aconteceu com Morangospura e simplesmente ignorar a sua existência.

(…)

E, de facto, é na muito fácil “falar mal” quando falamos de um objeto que surge como o culminar de anos de banalidade. Mais fácil ainda me parece esquecê-lo, exatamente pela sua condição de “filme mau”. No entanto, importa perceber o que significa vermos este autodenominado filme, que na verdade nos parece.

Contudo, não me vou penitenciar, não vou ver o filme. Porque é para isso que a crítica (também) serve, para nos alumiar o caminho (embora a minha ideia luminosa de não me dirigir a um cinema e pagar um bilhete para ver aquilo me tivesse surgido independente e autonomamente), mas mais importante ainda serve para incutir a reflexão, não apenas cinematográfica, mas também cultural e social. Obrigada ao autor daquele texto por me ter posto a pensar sobre um objecto com o qual nunca pensei vir a gastar dois segundos da minha existência, mas que realmente, exige que, mais uma vez, questionemos que raio de cultura é fomentada neste país.

    • Cavaleiro das Trevas renasce neste serial de 1943, disponível no youtube: 
    • Ainda sobre os renascimentos, e a propósito de um dos maiores escritores de sempre, cuja arte residia, não só mas também, em fazer renascer bibliotecas imaginárias, fica o registo da recuperação das capas de alguns livros que Jorge Luis Borges nunca escreveu:

    • Thank You for the Light é o conto nunca publicado de F. Scott Fitzgerald, e a versão não censurada de The Picture of Dorian Gray vê, finalmente, a luz através da Harvard University Press.
    • O site Flavorwire patrocina uma “worldwide tour” pelas moradas de escritores famosos. Um coisa fiquei a saber: o Burroughs partilhou um apartamento com Rothko. Claro que a eles não se adequava um apartamento banal, era um antigo espaço da YMCA, com cacifos, chuveiros e tudo de direito, a que estes artistas apelidavam de “Bunker”. Há outros exemplos e nomes.
    • Há um ano atrás Nicholas Rombes deu início a uma jornada hercúlea: desconstruir, de 47 em 47 segundos, todo o filme Blue Velvet, de David Lynch, propondo-se a analisar cada segmento. Uma análise, não apenas cinematográfica, mas também sócio-cultural. Uma viagem que está a chegar ao fim. Revisitando a primeira etapa:

And so we begin our year-long journey through Blue Velvet, stopping every 47 seconds. Although released in the U.S. in September 1986, the film lingered at the dark edges of the imagination until the spring of the following year, when it was released on home video by Karl-Lorimar. The rapid ascendency of the VCR and the proliferation of rental stores (in 1980 there were only approximately 2,500 rental stores in the U.S.; by 1987 this had increased to over 27,000) meant that Blue Velvet found its way into the very same sort of leafy small towns as Lumberton. The titles (by Van Der Veer Photo Effects) in their cursive elegance recall a by-gone era, and echo the fluid titles of classical-era films such as George Cukor’s A Double Life (1947). Dennis Hopper’s name—itself a tangle of associations serving as cultural knot points in American culture, ranging from his first film Rebel Without a Cause (1955) to Easy Rider (1969) to Apocalypse Now (1979) — appears against the undulating blue velvet curtain that frames the film’s narrative. The same year as Blue Velvet he would star in Hoosiers playing Shooter, a reverse-image doppelgänger of Frank Booth.

  • Movie Fashion + Beautiful photos [Candice Minon para Sport & Style] = Guessing Game by  Flavorwire:

 

  • Vem aí um novo documentário sobre umas das melhores bandas de sempre. A esperar ansiosamente por The Rise And Fall Of The Clash (2012).
  • Após 50 anos, Hitchcock destronou Orson Welles na poll do  BFI
  • A Biblioteca do Congresso anunciou uma lista de“Books That Shaped America”
  • The Munsters vão ter um ‘twist’ e regressam pela mão do criador de Pushing Daisies. Quite curious
  • O Batman do Nolan está aí, e o do Warhol e da Nico também:

 

  • The Sopranos revistos “num post relativamente curto”. Das melhores séries de sempre que não é, por isso, imune a críticas. Tenho uma posição diametralmente oposta em  relação a: “16. I don’t know if I’ve ever hated a character as much as I hate Paulie Walnuts. 17. Chris Moltisanti, played by actor Michael Imperioli, is probably my favorite character on the show”. Walnuts for the win!

  • Ainda no domínio televisivo, a NBC está a preparar uma série sobre o  Conde Drácula. O pior: Jonathan Rhys Meyers será o vampiro; O melhor: na produção andam metidos uns senhores responsáveis por  Downton Abbey.
  • Melhores notícias, ainda do reino da televisão: Parece que a HBO anda a preparar alguma coisa com uma das figuras mais hilariantes da tv Stephen Merchant. Isto tem tudo de bom, Hello Ladies contará com Merchant, Gervais e com a equipa de produção executiva de The Office .
  • Em território nacional, anseia-se pela vinda de Dario Argento ao Motelx, em Setembro no S. Jorge; E pelo festival da LER, lá para Dezembro.
  • Entretanto, visitam-se as  casas que Edward Hopper representou em algumas das suas obras, nos idos 20’s. E já agora, a pandilha que tão bem se encaixaria nas suas representações nocturnas nova-iorquinas: